terça-feira, 10 de março de 2015

Uso de animais em rituais está chegando ao fim, diz OAB

"O sacrifício de animais em seitas e religiões é algo normal e muito utilizado ao redor do mundo. Ao longo dos tempos, embora o senso comum acabe por repudiar atos tais quais, as diferentes crenças permanecem utilizando do ato, mas parece que a ocorrência dessa atitude está com os dias contados. Um debate durante a 22ª 22ª Conferência Nacional dos Advogados, promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tratou sobre a possibilidade de dar um fim a atividade.


O assunto é comandado pela Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB/RJ. Segundo Reynaldo Velloso, presidente da comissão, a comissão não discute a relação entre o culto ao sacrifício e as demais religiões. "Não há necessariamente conflitos de interesses ao se tratar do tema religião/animal. O que existe é uma perfeita integração na discussão. Não proponho a extinção ou proibição de crenças ou tradições, mas a observância da legislação vigente e seu devido cumprimento", enunciou.
"Não discutimos discriminação racial, até porque não apoiamos a intolerância religiosa ou qualquer outra forma de discriminação, mas lembro que os sacrifícios de animais em rituais religiosos não está adstrito somente às religiões de origem africana, não vamos, portanto, atrelar estes assassinatos a questões raciais", comentou o presidente da comissão.
Reynaldo Velloso atenta ainda para o caso de que apesar de ter um simbolismo, a prática não livra os animais da morte. "Finalizando, sacrificar animais, sob o argumento de "pacificar deuses", ou a título de "agradar entidades", ou "pagar favores", não os livra da dor e da morte. Além de tudo não acredito que uma entidade superior, um ser divino, precise de matança de um ser indefeso para maior elevação e aumento de grandeza", declarou.
Embora a discussão, ainda não há certezas quanto a possibilidade de decreto de uma norma para a proibição ou delimitação do uso de animais em tal atividade."
Este tema entra em pauta em diversos meios de comunicação, e este ano não esta deixando despercebido. Iremos aqui na radio junto com os locutores, discutir para ver se conversaremos com o tema. Ele deve ser analisado com cautela, para não deixar defeitos. Muitos que seguem a rádio, está divulgando e estão nos acompanhando, isso faz com que, todos nós podemos nos juntar para atingir apenas uma causa, a verdade.

Ifadayo Orisatalabi Adetooyangan Elebuibon